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Irrigação por gotejamento ou por aspersão ?

13/10/2014
rainbirdrj
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Um sistema de irrigação projetado, gerenciado e mantido adequadamente é a solução mais indicada para manter jardins saudáveis através da aplicação correta da quantidade de água, evitando desperdícios e garantindo sua longevidade.

Várias são as opções de equipamentos que compõem um sistema de irrigação. A escolha destes precisa estar alinhada a características da área a ser irrigada buscando sempre maximizar a eficiência do uso da água e equilibrar os custos. Esta tarefa não é tão simples quanto parece e, por esta razão, é sempre recomendada a intervenção de um profissional especializado.

Para auxiliarmos sua escolha, este artigo tem como objetivo pontuar algumas características relevantes sobre os equipamentos mais utilizados em sistemas de irrigação para fins paisagísticos. Ressaltamos mais uma vez que a avaliação de um profissional especializado é recomendada para que o sistema seja corretamente dimensionado e instalado.

Algumas características da área a ser irrigada precisam ser analisadas para definição ideal dos equipamentos que serão utilizados. São elas:

a) Textura do solo (grossa, média ou fina): o conhecimento sobre a granulometria do solo é extremamente importante pois influencia principalmente na velocidade de infiltração da água. Este é um fator relevante pois todo emissor (equipamento que realiza o molhamento das áreas) aplica água em uma determinada velocidade, o que chamamos de taxa de precipitação. Se a taxa de precipitação for superior a capacidade de infiltração do solo, perderemos água por escoamento superficial. Ou ainda, se o solo tem grande capacidade de infiltração e utilizamos um equipamento que apresente também alta taxa de precipitação, podemos desperdiçar água pois a mesma infiltra muito rápido e atinge profundidades no solo que não são exploradas pelas raízes das plantas. Ou seja, desperdiçamos água pois as raízes exploram somente uma faixa do perfil do solo, se a água ultrapassa essa faixa, as raízes não conseguem absorvê-la. Portanto, podemos concluir que a escolha do emissor correto deve ser realizada analisando com muito cuidado o tipo de solo do jardim.

b) Formato da área (geométrico): alguns emissores se adequam a áreas pequenas, outros não. Áreas muito recortadas demandam a utilização de bocais ajustáveis que se adequam a ângulos não exatos. Em outras palavras, em um jardim, na maioria das vezes, é necessário mesclar emissores de modelos diferentes para atender a geometria da área de forma a garantir que toda ela seja irrigada de maneira uniforme.

c) Declividade da área (altimetria): alguns emissores possuem características adicionais para garantir melhor performance em locais não planos. Estas características visam o equilíbrio das pressões de funcionamento através de um dispositivo chamado PRS que podem reduzir o consumo de água em até 5%. Além deste, temos também os dispositivos SAM que são válvulas de retenção instaladas nos locais mais baixos evitando que a rede hidráulica seja drenada todas as vezes que o sistema é desligado.

d) Microclima (sombra, vento, pleno sol, umidade relativa): em uma mesmo jardim temos muitos microclimas e estes precisam ser analisados para garantir a melhor escolha dos equipamentos e da setorização de funcionamento. Ou seja, os diferentes microclimas interferem na necessidade de água de cada área do jardim e é através da setorização e da escolha correta dos emissores (analisando suas taxas de precipitação) que conseguimos aplicar quantidades diferentes de água em cada uma delas.

e) Tipos de plantas (paisagismo): a escolha ideal do emissor a ser utilizado depende também do tipo de planta que se deseja irrigar. As plantas apresentam diferentes demandas por água, altura, formato, densidade e outros. Sempre temos um equipamento que melhor se adequa a cada condição. Devemos respeitar as diferentes plantas de um mesmo jardim para garantirmos a eficiência do sistema.

Mesmo conhecendo os fatores expostos acima, é muito comum que tenhamos dúvidas sobre qual emissor utilizar em cada caso. Não existe um único emissor que se adeque a cada situação, o que define a escolha correta do emissor a ser utilizado, na realidade, é o conjunto de características que proporciona o equilíbrio entre eficiência e custo.

Pensando nisso, e lembrando sempre que não existe uma única opção para cada situação, abaixo vamos pontuar algumas características sobre os dois tipos de irrigação mais utilizados em irrigação de paisagismo: a aspersão e o gotejamento.

ASPERSÃO:
Nneste tipo de irrigação, a água é aplicada como se artificialmente fizéssemos chover. Ou seja, são lançados jatos de água ao ar que caem sobre o jardim. Este é o tipo de irrigação mais utilizado em jardins atualmente. Os emissores que produzem este tipo de irrigação são: os SPRAYS e ROTORES. Temos inúmeras combinações de bocais que possibilitam a estes emissores se adequarem a plantas e áreas de formatos diferentes com taxas de precipitações distintas. São inúmeras as situações onde o uso de aspersão é indicado.

Dentre as características deste tipo de irrigação podemos citar:

1. Facilidade de adequação a diferentes formatos e tamanhos de área
2. Diferentes alturas de aplicação de água (pop up), para se sobrepor a plantas de pequeno ou médio porte
3. Taxas de precipitação:
SPRAYS com Bocais Fixos ou Variáveis – 39 a 47 mm/h
SPRAYS com Bocais Rotativos –15 mm/h
ROTORES – 10 a 25 mm/h
4. Pressão de trabalho:
SPRAYS com Bocais Fixos ou Variáveis – 2,1 bar
SPRAYS com Bocais Rotativos – 3,0 a 3,5 bar
ROTORES – 3,0 a 5,0 bar
5. Eficiência do sistema por aspersão:
SPRAYS com Bocais Fixos ou Variáveis – 55 a 75%
SPRAYS com Bocais Rotativos – 60 a 80%
ROTORES – 60 a 80%
6. Instalação não aparente (modelos escamoteáveis – são instalados enterrados e aparecem somente quando o sistema é acionado)
7. Menor custo de implantação por área

GOTEJAMENTO:
Neste tipo de irrigação, a água é aplicada diretamente na zona das raízes através de gotas.Os gotejadores podem ser para uso enterrado e superficial. São indicados principalmente para áreas de plantas densas, formatos estreitos e compridos ou, ainda, para sistemas sustentáveis que buscam elevada eficiência no uso da água (obras certificadas LEED, AQUA e outros selos).
Dentre as características deste tipo de irrigação podemos citar:
1. Facilidade de adequação a diferentes formatos e tamanhos de área
2. Resistência ao Vandalismo:
Gotejamento enterrado XFS – extremamente resistente ao vandalismo pois é instalado sob o solo.
Gotejamento para uso superficial – sujeito ao vandalismo pois são instalados ao nível do solo e podem ser facilmente acessados por vândalos.
3. Taxas de precipitação:
Gotejamento enterrado XFS – 2,31 e 3,48l/h – são auto compensantes garantindo maior uniformidade de aplicação de água.
Gotejamento para uso superficial–0,8 a 1,95 l/h – não são auto compensantes.
4. Pressão de trabalho:
Gotejamento enterrado XFS –0,59 a 4,14 bar
Gotejamento para uso superficial – 0,6 a 2,5 bar
5. Eficiência do sistema por gotejamento: 75 a 95%
6. Não promove o molhamento foliar das plantas, que em alguns casos é extremamente favorável pois evita a proliferação de pragas e doenças.
7. Amplamente utilizados em obras que buscam certificação sustentável (LEED).
8. Custo por área menos atrativo que nas soluções por aspersão.

Pensando ainda em garantir a maior performance do seu sistema, não deixe de avaliar a opção de instalar sensores de chuva e umidade de solo aperfeiçoando a operação e controle da sua irrigação promovendo a economia de até 40% do consumo de água anual.

O segredo para o sucesso do seu sistema de irrigação é aplicar os equipamentos de forma correta visando utilizar ao máximo a sua capacidade de performance. A Rain Bird é líder mundial em irrigação e se preocupa incessantemente em desenvolver equipamentos que proporcionem a utilização inteligente da água. Utilize equipamentos Rain Bird e garanta a qualidade e funcionalidade do seu sistema de irrigação.

Para maiores informações sobre sistemas de irrigação e produtos, consulte outros artigos disponíveis no site.

SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO AUTOMÁTICOS – O USO INTELIGENTE DA ÁGUA TM
por: Kelly Silva – Gerente da Rain Bird Brasil.

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